Aprovado projeto de Fabiano que denomina Espaço Cultural da Alesc de Cruz e Sousa

Foi aprovado em plenário o Projeto de Resolução, de autoria do deputado Fabiano da Luz (PT), que denomina o Espaço Didático Cultural da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) de “Espaço Cultural Promotor Público e Poeta Cruz e Sousa”. O objetivo de Fabiano da Luz é homenagear o promotor público e poeta Cruz e Sousa no espaço oferecido para exposições, também chamado de “anexo”, localizado no primeiro piso, próximo à Presidência da Assembleia.

 

A importância de Cruz e Sousa para SC

Foi um dos célebres precursores do simbolismo no Brasil e um dos maiores poetas catarinenses da história, além de ter sido reconhecido como o primeiro Promotor Público negro de Santa Catarina. Embora, na época, não lhe tivessem permitido assumir o cargo devido a cor da sua pele. Agora aguarda-se a promulgação da Presidência da Assembleia para que o espaço seja oficialmente nomeado.

 

Tempo de homenagens

Desde junho de 2019, uma imagem de autoria do artista Rodrigo Rizo chama a atenção na paisagem do centro de Florianópolis. É o poeta Cruz e Sousa, retratado em um painel que ocupa os três paredões de um prédio ao lado da Praça XV de Novembro, em frente ao quintal do palácio que leva seu nome. Ao mesmo tempo em que homenageia o artista num dos mais célebres endereços da cidade, a pintura também reacende o debate em torno da figura dele, ajudando a fazer com que sua obra e legado sejam redescobertos.

Filho de escravos alforriados, João da Cruz e Sousa nasceu na então Desterro, como se chamava a capital catarinense no ano de 1861, já em liberdade. Enfrentou a sociedade escravocrata da época com textos e críticas contundentes, como jornalista, professor e escritor. Como poeta, experimentou diferentes formas e assimilou variadas influências, até encontrar a maturidade no estilo que o consagrou: como simbolista, movimento literário do qual é considerado um dos precursores no Brasil.

 

Biografia de Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa nasceu em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, no dia 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados nasceu livre. Foi criado como filho adotivo do Marechal de Campo, Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa. Por ter nascido no dia de São João da Cruz, recebeu o nome do santo, e o sobrenome da família que o criou.

 

Foto: Maurício dos Santos

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