Domingo, 19 Novembro 2017

Padre Pedro destaca 8° Seminário de Agroecologia, em Santa Rosa de Lima

O deputado Padre Pedro Baldissera participou do 8° Seminário Estadual de Agroecologia, em Santa Rosa de Lima, Capital Catarinense da Agroecologia, nos dias 26 e 27 de outubro. O evento é um dos maiores do gênero no Sul do País e tem em sua organização e promoção, além da Prefeitura de Santa Rosa de Lima e de diversas entidades locais, a Assembleia Legislativa e mais de 20 movimentos, entidades, universidades e organizações do Estado. As inscrições ainda estão abertas no site www.agroecologiasrl.com.br e podem ser feitas no local. Neste ano, além de vários especialistas brasileiros e de outros países eda Feira de Sementes e Diversidades, também estão programadas 15 oficinas e minicursos como meliponicultura, sementes criolas, agricultura urbana, plantas medicinais, certificação e agroturismo (lista abaixo). Entre os palestrantes está o professor professor Dr. Ernesto Mendez, da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, que aborda os desafios da agroecologia.

 

“E é importante destacar as belezas e atrativos que existem em Santa Rosa de Lima, uma cidade que vive a agroecologia e que têm na produção orgânica uma prioridade”, afirmou Padre Pedro.

Agroecologia tem espaço para avançar

O parlamentar lembrou que desde o primeiro Seminário, em São Miguel do Oeste, no final da década de 90, a agroecologia avançou no Estado e no País. No entanto, na avaliação de Padre Pedro, ainda há inúmeros gargalos e problemas que precisam principalmente de políticas públicas específicas.

“O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Especialistas afirmam que nos cultivos que antes utilizava-se uma aplicação de agrotóxicos, hoje já são necessárias entre quatro a seis aplicações. Enquanto nós engatinhamos, a Dinamarca, em 20 anos, só permitirá cultivos de orgânicos no País”, lembrou o parlamentar.

Padre Pedro ainda lamentou que o Brasil, em seu planejamento, prevê apenas a expansão do agronegócio por mais 30 anos. “Nós defendemos a produção de alimentos orgânicos, sem veneno, não só por uma questão ambiental e de saúde, mas porque temos uma demanda crescente por parte da população, e uma oferta de orgânicos ainda limitada porque nõao há preocupação em políticas públicas para o setor”, concluiu Padre Pedro.

O crescimento do setor entre 2011 e 2015 é um indicativo de que o Brasil pode avançar. Enquanto o consumo no mundo cresceu 4,5%, no Brasil em quatro anos a elevação foi de 30%, e ainda há muito espaço. O mercado de orgânicos nos Estados Unidos, por exemplo é de 39,7 bilhões de dólares, enquanto no Brasil é de R$ 2,5 bilhões de reais por ano.

“Todos pesquisadores e especialistas concordam que Santa Catarina tem um papel importante no avanço da agroecologia, porque a base de nossa produção de alimentos, que é a agricultura familiar, garante viabilidade a esta produção orgânica”, defendeu Padre Pedro.

Política Estadual de Agroecologia

Padre Pedro é autor da lei que instituiu a data de 3 de outubro como o Dia da Agroecologia em Santa Catarina, criada para abrir espaço ao debate sobre o modelo de produção de alimentos que dispensa o veneno e valoriza as condições naturais para o cultivo. A proposta, que foi uma demanda apresentada no VI Seminário Estadual de Agroecologia, veio acompanhada de outro projeto, o plano estadual dirigido à agroecologia e à produção orgânica (o projeto de lei 586/2013).

“É um debate inicial para a criação de uma política que combate os principais problemas enfrentados pelo setor e estipula claramente, por exemplo, qual o papel do Estado na garantia da assistência técnica necessária, entre outros pontos fundamentais”, explica Padre Pedro.

 

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