Domingo, 19 Novembro 2017

Reforma Trabalhista: a maior subtração de direitos sociais da classe trabalhadora desde 1943.

Estratégias do movimento operário brasileiro para o próximo período

Nessa sexta-feira (10) em evento realizado pela coordenação do Setorial Sindical do PT/SC, em Joinville, foram apresentadas estratégias para garantirmos minimamente alguns direitos trabalhistas mesmo dentro da legislação que entra em vigor a partir de hoje.

O secretario geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNM/CUT) Louricardo Oliveira destacou;

- Garantir representação de trabalhadores comprometidos e legitimados pela causa operária para assegurar a manutenção de direitos nas convenções coletivas de trabalho.

- Conscientizar politicamente a base da categoria sobre importância da contribuição sindical para a luta.

- Evitar ao máximo a judicialização.

- Informar a base sindicalizada como também os não sindicalizados que as negociações devem ser sempre coletivas nunca individuais porque os trabalhadores têm posição de desvantagem na negociação com o proprietário do capital e da empresa.

Resistência

A plenária foi uma das agendas do Dia Nacional de Luta, aconteceu na cidade com maior base operária de Santa Catarina, pólo metalúrgico industrial do estado.

Sindicalistas e trabalhadores da base das mais diversas categorias, militantes e dirigentes do PT  de várias cidades da região (Araquari, Jaraguá etc) participaram da atividade.

Na ocasião sindicalistas veteranos compartilharam com o público presente suas experiências do período vitorioso do movimento sindical combativo dos anos 70/80/90 com aqueles que não tiveram acúmulo em estratégias e táticas de luta política sindical e social.

"Este sábado é o dia maia triste da história da classe trabalhadora do Brasil desde 1943 quando foi promulgada a CLT. Este dia 11 marca a maior derrota da classe operária. Nós lutávamos para ter pequenos avanços para a categoria e comemorávamos pequenas conquistas em direção aos direitos sociais e agora perdemos direitos conquistados com luta, suor e sangue durante décadas", avaliou  o ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Mecânicos de Joinville (CUT) João Batista. "A atual conjuntura exige radicalização de nossa ação para impedirmos os direitos sociais", disparou o veterano sindicalista.

Reconhecido e premiado pela academia, pela categoria profissional e pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) devido sua atuação no Jornalismo Econômico o jornalista e dirigente do PT de Joinville Marlon de Souza fez uma interpretação na perspectiva teórica da Economia Política sobre a Reforma Trabalhista.

"É importante termos claro que a Reforma Trabalhista faz parte de um projeto maior para ampliar a superexploração da classe trabalhadora implementada pelo governo Temer. A principal justificativa deste governo para aprovar a Reforma Trabalhista é que a medida se fazia necessário para tirar o país da recessão econômica e gerar emprego. Recentemente o economista Delfim Neto, um economista que não é nenhum socialista, pelo contrário é defensor dos industriários, foi ministro do Planejamento e da Fazenda do regime militar, portanto argumento insuspeito, professor emérito da USP, um economista liberal um adversário nosso, das forças populares, afirma que em estudo recente de Economia Comparada não há nada que comprove em algum país onde foi implementada Reforma Trabalhista, aos moldes da que está, entretanto em vigor no Brasil, gere  emprego. De acordo com Delfim Neto o que gera emprego segundo pesquisas acadêmicas aplicadas é o aumento de produtividade que é desencadeada por demanda ou investimento", explicou o dirigente do PT de Joinville.

O jornalista apontou ainda que o que está em questão é a disputa de dois projetos para o país. "O presidente Lula passou por duas crises econômicas mundiais, mas como medida para fazer o Brasil recuperar a Economia aumentou o investimento público invés de cortar gastos para os próximos 20 anos como fez Temer. A Reforma Trabalhista faz parte de um modelo de política econômica neoliberal implantada pelo governo Temer e o PSDB que como opção e fórmula para tirar o país da recessão tem como fundamento subtrair direitos dos trabalhadores, diminuir salários com o objetivo claro de maximizar os lucros dos industriários e concentrar a riqueza para uma elite econômica em derretimento da classe trabalhadora", afirmou o líder do PT.

Ainda como estratégia de enfrentamento o jornalista, citando artigo de orientação política do ex-presidente do PT nacional publicado nesta sexta-feira (10), apontou que para o próximo período é necessário intensificar a luta social. "Devemos formar comitês em defesa do presidente Lula nas mais diversas áreas e categorias, nas fábricas, nas moradias, no campo, nas universidades, tomarmos as ruas para ganharmos acumulo de forças populares para garantir a homologação da candidatura Lula, elegermos Lula presidente e após a vitória eleitoral sustentarmos e garantirmos o  poder ao Governo Lula para que seja voltado a atender os interesses do povo, para que as medidas que retiram direito dos trabalhadores sejam revogadas por Lula", disparou o dirigente do PT de Joinville.

O jornalista discorreu também que a luta social somado a luta da bancada de oposição no Congresso Nacional será determinante para que a ofensiva da política neoliberal de subtração de direitos sociais seja barrada como a Reforma da Previdência.

O secretário geral da CNM/CUT Louricardo de Oliveira  foi na mesma linha. "Vamos intensificar nossa ação política, se a direita não está brincando nós também não estamos. Sabemos que vão tentar aprovar agora a Reforma da Previdência até o final do ano, até dezembro e nós estamos preparando manifestações por todo o país", afirma Oliveira.

Dossiê preparado pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), que faz parte do Instituto de Economia da Unicamp, organizado por Andréia Galvão, Jose Dari Krein, Magda Barros Biavaschi e Marilane Oliveira Teixeira, detalha os impactos da reforma trabalhista.

Veja;

- Desconstrução de direitos.

- Desestruturação do mercado de trabalho.

- Fragilização dos sindicatos.

- Ampliação da vulnerabilidade.

- Deterioração das condições de vida e de saúde do trabalhador.

- Comprometimento do financiamento da seguridade social.

- Ampliação da desigualdade e da exclusão social.

 

Marlon de Souza,  bacharel em Comunicação Social, jornalista, Prêmio FIESC de Jornalismo Econômico, membro da direção municipal do PT de Joinville e Coordenador de Comunicação da Micro Região Norte PT/SC

Joinville

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