Dúvidas sobre a Previdência? Entenda os piores pontos da desastrosa reforma

Proposta do desgoverno Bolsonaro deve acentuar ainda mais a pobreza e será cruel especialmente com idosos, trabalhadores rurais e com as mulheres

 

Os governos do PT provaram que o Regime Geral da Previdência é sustentável, pois podem gerar milhões de empregos com carteira assinada, como foi feito durante a Era Lula e Dilma. Trata-se de um sistema público, solidário e universal que integra diversos direitos, como pensão, licença maternidade remunerada, licença médica remunerada, seguro desemprego e, principalmente, a aposentadoria, dentre outros tantos. Em suma, é a Previdência é uma conquista do povo brasileiro e propor a sua destruição é atacar o sagrado direito à remuneração depois de contribuir por toda vida com o país.

Bolsonaro tenta emplacar a ideia de que a sua PEC 06/2019 tenta acabar com os privilégios – os mesmos que ele recebe desde quando se aposentou precocemente. Oras, se querem acabar com os privilégios o desgoverno poderia cobrar a dívida dos grandes devedores da Previdência, em especial dos bancos e do agronegócio, que chega a R$ 430 bilhões, do quais cerca de R$ 200 bilhões são plenamente recuperáveis, combater os grandes sonegadores de tributos, que deixam de pagar R$ 500 bilhões por ano; rever as desonerações que só em 2019 chegam a R$ 300 bilhões no governo federal; acabar com a farra do perdão dos grandes devedores (Refis).

O PT não aceitará essa maldade contra os mais pobres, os idosos e a juventude.

Veja os pontos mais cruéis da “reforma” e entenda porque ela não deve ser aprovada:

Idade Mínima
Com Bolsonaro, a idade mínima para aposentadoria será obrigatória. Os homens só poderão se aposentar com 65 anos, e as mulheres com 62 anos. Não importa com quantos anos você começou a trabalhar.

Tempo de Contribuição
Para o trabalhador receber a aposentadoria integral, terá que contribuir por 40 anos e ainda assim ter a idade mínima. Um crime! Todos sabemos que algumas profissões levam à exaustão antes disso. Sabemos também que o mercado de trabalho para idosos é difícil.

Redução do valor da aposentadoria
O trabalhador que cumpre 20 anos de contribuição passará a receber apenas 60% do valor do benefício. Além disso, hoje o valor da aposentadoria é calculado pela média dos salários, contando apenas os 80% mais altos. Bolsonaro quer acabar com isso. Com a reforma, passará a contar a média geral, sem excluir os 20% mais baixos. Ou seja: vai reduzir o valor da sua aposentadoria. Você vai trabalhar mais e receber menos.

Professores
Atualmente, os professores e professoras das Redes públicas se aposentam com 100% do salário. As professoras têm direito à aposentadoria com 50 anos de idade e 25 de contribuição, e os professores com 55 anos e 30 de contribuição. Na reforma de Bolsonaro, cada professor ou professora terá que contribuir por 30 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade para se aposentar, e precisará trabalhar 40 anos para aposentadoria integral. As mulheres são as mais prejudicadas, pois terão que trabalhar 10 anos a mais.

Aposentadoria Rural
A reforma de Bolsonaro acabará com a aposentadoria rural. Atualmente, os agricultores familiares, pescadores artesanais e extrativistas pagam o FUNRURAL no momento da venda dos produtos. Para se aposentar, bastam provar a condição de segurado especial, ou seja, que é produtor familiar. A reforma de Bolsonaro quebra essa lógica, ao passar a exigir efetiva prova de contribuição. Além disso, aumenta de 15 para 20 anos o tempo de contribuição e a idade mínima para as mulheres de 55 para 60 anos.

Bolsonaro mente: reforma não vai acabar com privilégios

O governo mente ao dizer que quem ganha menos paga menos. Com a redução de alíquota de 8% para 7,5% para quem ganha 1 salário mínimo, a contribuição do trabalhador será reduzida em R$ 4,99 por mês. Acontece que o segurado precisará contribuir 5 anos a mais para se aposentar.

Considerando alíquota menor e tempo maior de contribuição, o trabalhador que ganha um salário pagará mais R$ 2,4 mil ao longo da vida. Bolsonaro fala em uma economia de recursos de mais de R$ 1 trilhão em 10 anos. 86% dessa “economia” virá do INSS, onde não há privilegiados. Isso significa que são os mais pobres que pagarão a conta

Além de não taxar o andar de cima, Bolsonaro tirará direitos do andar de baixo, ao acabar com a aposentadoria rural, reduzir a aposentadoria do idoso pobre para R$ 400,00, elevar acarência mínima de 15 para 20 anos e exigir 40 anos para aposentadoria integral. Uma injustiça! A verdade é que Bolsonaro é o real privilegiado. Ele serviu apenas 15 anos no Exército, passou para reserva remunerada com 33 anos e ganha R$ 9.135 como militar. Ele também já pode se aposentar, desde de fevereiro, com salário de R$ 30.000 como deputado. Infelizmente, a reforma de Bolsonaro não acaba com essa mamata!

Da Redação da Agência PT de Notícias

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