HomeNotíciasBancada do PT pede fim do regime de urgência para reforma da previdência

Bancada do PT pede fim do regime de urgência para reforma da previdência

Bancada do PT pede fim do regime de urgência para reforma da previdência

A Bancada do PT na Alesc reafirmou, na manhã desta quinta-feira (05), posição contrária à Reforma da Previdência estadual, debatida em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa (Alesc). Os deputados petistas entendem que a proposta do governo, apresentada na PEC 0013.3/2019 e no PLC 0033.5/2019, retira a maioria dos direitos dos servidores garantidos pela Constituição Estadual e passa para leis complementares, “facilitando a aprovação futura de novas alterações nos direitos já conquistados”, explica a deputada estadual Luciane Carminatti.  A parlamentar pediu a derrubada do regime de urgência para abrir o debate por, pelo menos, mais dois meses. “É praticamente impossível expressar, em cinco minutos, a posição de cada categoria”, acrescentou.

O deputado líder, Fabiano da Luz, disse que o PT apresentou emendas baseadas nos pleitos dos representantes dos trabalhadores e por isso vários artigos considerados prejudiciais foram suprimidos. A bancada apresentou 25 emendas porque os projetos “praticamente acabavam com os direitos do servidor e prejudicavam os que menos ganham”, resumiu. Fabiano disse que gostaria que o governo chamasse todas as categorias para sentar numa comissão e discutir o assunto. “Ainda estamos em tempo de fazer ajustes para que o servidor seja respeitado pelo seu trabalho e dedicação na defesa do Estado.”

Os altos salários e a relação com o déficit

Com base em dados disponibilizados pelo Iprev, o deputado estadual Carlito Merss afirmou que 821 servidores (1,39% do total) ganham acima de R$ 30 mil mês. Multiplicando 821 por R$ 30 mil/mês de salário é igual a uma folha mensal de R$ 24,6 milhões. Em 13 meses, essa conta resulta em R$ 320,2 milhões/ano, sem considerar um terço de férias. Outros 1.800 (3,04%) dos servidores recebem entre R$ 20 e R$ 30/mil/mês. Este salário de R$ 25 mil/mês, em média, soma R$ 45 milhões/mês, vezes 13, resulta em R$ 585 milhões /ano, sem contar o terço de férias.

“ Somando os 821 servidores que ganham acima de R$ 30 mil e os 1.800 que ganham entre R$ 20 e R$ 30 mil, temos 2.621 (4,43%) servidores que totalizam uma despesa mensal aproximada de R$ 69,6 milhões e R$ 609,6 milhões ao ano. Considerando que o déficit previdenciário é de R$ 2,8 bilhões (segundo quadrimestre de 2019, conforme a Secretaria Estadual da Fazenda), 2.621 servidores representam aproximadamente 21,3% deste déficit”, concluiu Merss.

Compartilhe
Twitter
Visit Us
Follow Me
Instagram
Siga o PT
LinkedIn
Share
Sem comentários

Deixe seu comentário