Saretta defende a centralização da compra de sedativos pelo Ministério da Saúde

O deputado Neodi Saretta defendeu, hoje, durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa (Alesc), que as compras de anestésicos para intubação dos pacientes com coronavírus sejam centralizadas pelo Ministério da Saúde e depois distribuídas aos estados. Houve uma sinalização, ontem, durante reunião com a Comissão de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara Federal, representantes do Ministério da Saúde e dos Conselhos Nacional e Estadual de Secretários (CONASS e CONASEMS), de que isto é possível. “Mas esperamos que estas aquisições sejam realizadas imediatamente, pois precisávamos destes insumos há 10 dias. Os estoques estão zerados”, alertou o deputado.

Segundo ele, a taxa de ocupação dos leitos de UTI e as internações aumentaram drasticamente e nem o estado, nem os hospitais estão conseguindo adquirir os sedativos devido à alta procura e a disparada dos preços. “Alertamos o governo diversas vezes, em nossas reuniões da Comissão de Saúde, da falta de medicamentos. Esperamos um socorro do Governo Federal.” Saretta disse que não dá para deixar as compras por conta das Secretarias de Estado de Saúde, pois envolvem negociações internacionais e corre-se o risco de ver aquilo que aconteceu com os respiradores: cada secretaria tentando dar um jeito, os preços disparando e vários governadores respondendo por CPIs.

“Santa Catarina vive o pior momento da pandemia, além da questão dos anestésicos, temos o aumento dos casos da doença, o altíssimo índice de ocupação de leitos e a falta de insumos para a realização de exames no Lacen”, acrescentou. Ele disse que alguns hospitais já atingiram 100% da ocupação, que há pacientes se deslocando 500 km em busca de uma UTI e que, por isso, além do aumento de leitos, é preciso distribui-los pelas regiões.

Ainda durante a reunião de ontem, Saretta informou que o Ministério da Saúde se comprometeu em encaminhar, até quarta-feira (15), 240 monitores para leitos de UTI. Eles serão agregados aos respiradores para que se possa ampliar a capacidade no estado.

 

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